Você acredita que futebol também é cultura?
Data: 10/01/2008
A jornalista e pesquisadora Denise da Costa Oliveira Siqueira entrevistou cinco conceituadas academias de dança brasileiras para evidenciar o aspecto comunicativo e cultural da dança e transformou as informações no livro Corpo, comunicação e cultura: a dança contemporânea em cena, lançado pela editora Autores Associados. Afinal, trata-se de uma forma de expressão não-verbal por excelência.
Os depoimentos dos entrevistados enfocam o objeto de pesquisa da autora, ou seja, os bailarinos das companhias de dança Atelier de Coreografia, Lia Rodrigues, Staccato, Marcia Milhares e Deborah Colker reafirmam o quanto as coreografias e os treinamentos são pensados tendo em vista a história, a região e, portanto, o aspecto cultural.
A dança torna-se, assim, um poderoso modo de pensar a nossa situação, de nos entender como indivíduos sociais, impregnados de cultura. Segundo a autora: “fenômeno de comunicação, a dança contemporânea sintetiza várias referências estéticas e sociais. Tendo o corpo como forma de expressão, minhas pesquisas refletem a cultura, o tempo e o espaço nos quais estão inseridas. Nesse contexto, o corpo é locus que cria e recria pensamentos, valores, ideais, conceitos e preconceitos, elemento que dá sentido ao espetáculo de dança como espaço estético e crítico e que é constantemente ressignificado por processos criativos, de formação, técnicas e influências”.
Corpo, comunicação e cultura: a dança contemporânea em cena é, portanto, resultado de pesquisa sobre o corpo na dança contemporânea e carioca dos anos de 1990, período em que, com apoio de políticas culturais públicas e privadas, bailarinos-coreógrafos fizeram deslanchar uma dança criativa, múltipla e fruto de diferentes visões de mundo.
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