O professor Gert Schubring, da Universidade de Bielefeld (Alemanha), profundo conhecedor da história da matemática e de suas relações com a cultura de cada sociedade ao longo dos séculos, presenteia-nos com obra que aborda um tema pouco estudado no Brasil: a história dos livros de matemática. (Traduzido do inglês por Maria Laura Magalhães Gomes.) [Livro recebeu Menção Honrosa do Prêmio Jabuti em 2004]
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Indíce
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Apresentação João Bosco Pitombeira de Carvalho
Introdução
Capítulo Um: Por que estudar livros históricos destinados ao uso no ensino? 1. História social das idéias 2. A instituição como "co-autor" 3."Propriedade comum"
Capítulo Dois: Livros antes da invenção da imprensa – oralidade e ensino 1. Os pólos do oral e da escrita 2. Mesopotâmia 3. Egito 4.China 5. Grécia/Helenismo 6. Civilização Islâmica 7. A Idade Média na Europa
Capítulo Três: Livros na era da imprensa – a emergência do livro-texto moderno 1. Conflitos na introdução da imprensa 2. Os primeiros livros impressos: para uso mercantil 3. Impressões de Euclides 4. Os primeiros livros-texto modernos 5. A controvérsia entre Arnauld e Prestet a respeito das quantidades negativas 6. Livros-texto do tipo da "pédagogie mondaine"
Capítulo Quatro: Elementos – elementarização – estrutura da disciplina 1. O conceito de élémens de d'Alembert 2. Como apareceram os livros elementares 3. Composição dos livros elementares 4. Metodologia dos livros elementares 5. Como usar os bons elementos no estudo
Capítulo Cinco: A época da Revolução Francesa 1. O excessivo entusiasmo pelos livros elementares 2. O concurso de livros elementares 3. Avaliações do concurso 4. O regime estadual dos livros clássicos
Capítulo Seis: Lacroix como um entrepreneur – sua luta pelo mercado de livros didáticos 1. O monopólio do Cours de Lacroix 2. Lacroix: um autor de livros-texto no nível dos inventores 3. O saber "comum" 4. A luta com Legendre sobre o mercado 5. As pressões culturais e epistemológicas: o caso da álgebra 6. Observações metodológicas 7.Traduções de Lacroix
Capítulo Sete: Livros didáticos versus autonomia do professor – o caso da Prússia 1. Independência dos professores 2. A produção local de livros-texto 3. O mal-entendido de Crelle 4. Diferenciação de tipos dos livros didáticos
Capítulo Oito: A Matemática é específica da cultura – Legendre na Itália 1. A abordagem francesa anti-euclideana 2. A decisão pró-Euclides na Itália 3. Os críticos de Legendre na Itália 4. Críticos na Alemanha 5. O analítico contra o sintético 6. Conseqüências culturais do espírito "clássico"